Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, nasceu em Coimbra em 1948 e morreu em Lisboa, em 1997. Nas primeiras obras poéticas, Al Berto seguiu de perto a linha surrealista, especialmente a que emana de Herberto Hélder. Posteriormente, funde a poesia na prosa, criando uma espécie de deambulações fragmentárias. Foi distinguido em 1988 com o Prémio Pen Club de Poesia pela obra OMedo. Algumas das sua obras foram traduzidas para espanhol, francês, inglês e italiano.
Quando um poeta morre cedo de mais e deixa a vida a arder nas mãos de quem fica, acontece isto: queima-nos a todos e todos são cada vez mais. É assim, por combustão progressiva, que crescem os mitos. Al Berto tinha os seus e sangrou-os vorazmente em tudo o que escreveu - em tudo o que viveu. Alexandra Lucas Coelho
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