António Luís Valente Gancho nasceu em Évora em 1940, é poeta por intuição. Em Lisboa, juntamente com Mário Cesariny e outros intervenientes da altura, frequentou o Café Gelo no Rossio, conhecido como a casa-mãe do Movimento Surrealista. Desde os vinte anos passou por vários estabelecimentos psiquiátricos, até se instalar na Casa de Saúde do Telhal onde ainda hoje vive. Habitou neste mundo, mas em certas ocasiões foi para outro lado, um sítio refundido e misterioso para onde viajava conduzido por uma mente solitária diagnosticada como esquizofrénica. A Assírio & Alvim, publicou 2 livros seus: As Diopetrias de Elisa, escrito em 1990 e O Ar da Manhã (1995), compilação de poemas escritos entre 1960 e 1967: "O Ar da Manhã"; "Gaio de Espírito"; "Poemas Digitais" e "Poesia prometida"
António Gancho tem sido lembrado ocasionalmente, em recitais de poesia, fotografias dispersas, um ou outro trabalho académico, e mais recentemente, em alguns blogs na internet. Morreu durante a niote a 2 de Janeiro de 2006
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