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Poetas do Mundo - Portugal - Maria Azenha (1945  
 
 Que as lágrimas levantem vôo


(A lágrima súbita)
 
 
agora mesmo
és
um cisne.


os teus lagos são jardins do Nada

 
há pássaros infinitos à revelia e
cultivas laranjas em varandas
de fogo 

                                   
secretos vasos


desço então pelas tuas asas
de lágrimas:
de 
neve
e
ouro


depois nada mais faço


que as lágrimas levantem voo
da tua  


infinita


face

 

poema encontrado aqui


 

 


 
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