Não
NÃO
Não formar nenhuma ideia do que somos ou seremos mas entre as vozes que fogem precisar o que dizemos. Dormir sonos ante-céus abismos que são infernos. Dormir em paz. Dormir paz, enfim a nota segura. Lembrar pessoas e dias que penetram no espaço de eventos primaveris. E dar as mãos aos espectros beijá-los lendas, perfis. Amar a sombra, a penumbra correr janelas e véus. Saber que nada é verdade. Dizer amor ao deserto abraçar quem nos ignora dormir com quem não nos vê mas precisar do calor de quem nunca nos encontra.
de Antologia Poética, Assírio & Alvim
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