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Sombras Errantes
 
 desobedecer

 

"Será que a democracia tal como a conhecemos é o último aperfeiçoamento possível em termos de construir governos? Não será possível dar mais um passo no sentido de reconhecer e organizar os direitos do homem? Nunca haverá um Estado realmente livre e esclarecido até que ele venha a reconhecer no indivíduo um poder maior e independente - do qual a organização política deriva o seu próprio poder e a sua própria autoridade - e até que o indivíduo venha a receber um tratamento correspondente. Imagino com prazer, um Estado que possa enfim dar-se ao luxo de ser justo com todos os homens e de tratar o indivíduo respeitosamente, como um vizinho; imagino um Estado que nem sequer consideraria uma ameaça à sua tranquilidade a existência de alguns homens que vivessem à parte dele, sem nele se intrometerem nem serem por ele abrangidos, e que desempenhassem todos os deveres de vizinhos e de seres humanos. Um Estado que produzisse esta espécie de fruto, e que estivesse disposto a deixá-lo cair logo que amadurecesse, abriria caminho para um Estado ainda mais perfeito e glorioso; tenho passado muito tempo a imaginar um Estado assim, mas nunca o encontrei em lugar nenhum."

 


Henry David Thoreau

 

A Desobediência Civil

 

foto: Micha Gordin

 

Enviado por at a 24-11-2007 (22:12)
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 não sei como

 

Não sei como chegar à tua casa perdida,

a tua casa emaranhada nas antenas

como um trapo miserável, esquecido.

 

Não sei como entrar no teu bairro na tua vida,

a tua vida de puzzles e de palmeiras,

o teu bairro de lata e de armaduras.

 

Não sei como ir da minha vida à tua rua,

a tua rua cheia de perguntas,

a minha vida estranha sem respostas.

Mas chegarei. Porque tu me chamas.

 

Belén Sánchez

 

versão minha

 

foto: Hélène Desplechin 

(via aam)

 

Enviado por at a 25-11-2007 (00:09)
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 "já há muito tempo que não ando por cá"

 

 

Enviado por at a 26-11-2007 (19:04)
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 para a Cláudia

 

No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida.

foto: blue

Enviado por at a 26-11-2007 (19:53)
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 O Labirinto a Morte e o Público

sobre a efemeridade do corpo e do gesto

Concepção, direcção artística e espaço cénico João Samões, espectáculo anunciado aqui

 

Enviado por at a 28-11-2007 (00:11)
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 L'amnésie

Por mais que olhe, nunca me lembro da cor dos olhos, nem da estatura, nem da forma do sexo dos homens. Depois pensei que uma boa mulher não deve esquecer este tipo de coisas. Por isso fiz um esforço para combater esta minha deplorável amnésia. Agora sei que os olhos dele são verdes.

Sophie Calle

Des histoires vrais, Actes sud, 2002

versão minha

Enviado por at a 28-11-2007 (22:55)
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