Concha Buika nasceu em 1972. Canta com sentimento. Tem uma voz que emociona e acalenta. No último album, "Mi niña Lola", editado em Março de 2006, podemos ouvir onze temas inspirados no flamenco, com toques de bolero, tango, blues e jazz. Excelente!
Estamos de pé e dizemos: eis-me a esticar um braço para a frente e outro para trás. Então, a frente de mim termina onde termina a minha mão, e o trás de mim também termina onde termina a minha mão. Em cima termino na nuca, em baixo nos calcanhares, dos lados termino nos ombros. Eis-me todo. O que está fora de mim não sou eu.
Agora que ficámos completamente isolados, limpemos as nossas arestas para que se veja melhor onde começa o que não somos nós. Limpamos o ponto inferior - as botas, e o ponto superior - a nuca, assinalada com um chapéuzinho; pomos nos pulsos punhos brilhantes, nos ombros as dragonas. Agora vê-se de imediato onde terminamos nós e começa tudo o resto.
Tinha aprendido as coisas da vida ao revés e acostumou-se a dizer umas palavras por outras; a dizer as coisas não as dizendo e até a dizer o contrário do que desejava. Por isso as cartas de amor que enviava à namorada eram, na realidade, cartas de desamor cuja ternura oculta ela não podia adivinhar. A namorada depressa se cansou de tantas mensagem indecifráveis e partiu de braço dado com outro noivo, mais vulgar, com uma voz clara e penetrante.
Dizem que isto lhe provocou um problema mortal de ternura. Uma vez por ano tentava suicidar-se, mas fracassava sempre devido ao mau hábito de fazer as coisas ao contrário.
On est assis sur la chaise et on écrit. On est de plus en plus fatigué, de plus en plus fatigué. On se couche à l’heure. On mange à l’heure. On a de l’argent, Cést un cadeau du bon Dieu. La vie est magnifique ! Le coeur bat de plus en plus fort, de plus en plus fort. La mer est de plus en plus calme, de plus en plus calme, Jusqu’au fond.