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Sombras Errantes
 
 em destaque

Do perdao*

Ceu adentro*

monte da lua. matinas

* sorry, teclado sem acentos e formatacao complicada...

 

Enviado por at a 01-04-2005 (17:00)
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 More and more

More and more frequently the edges

of me dissolve and I become

a wish to assimilate the world, including

you, if possible through the skin

like a cool plant's tricks with oxygen

and live by harmless green burning.

 

I would not consume

you, or ever

finish, you would still be there

surrounding me, complete

as the air.

 

Unfortunately, I don't have leaves.

Instead I have eyes

and teeth and other non-green things

which rule out osmosis.

 

So be careful, I mean it,

I give you a fair warning:

 

This kind of hunger draws

everything into its own

space; nor can we

talk it over, have a calm

rational discussion.

 

There is no reason for this, only

a starved dog's logic about bones

 

Margaret Atwood

in "Love Songs and Sonets",Everyman's Library, 1997

imagem: H. Rousseau

"negre ataqué par un jaguar"

Enviado por at a 02-04-2005 (01:21)
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 Rubem Fonseca #1

“Na praça General Osório sentou-se num banco. Um velho curvado defecava ao lado de uma árvore. Guedes notou que da janela de um apartamento uma mulher observava o velho com uma expressão de repugnância. Mais tarde ela vai trazer o seu cocker spaniel para cagar na praça, pensou o tira, e não quer misturar as duas merdas.”

 

 

Rubem Fonseca

 

 

 

excerto de:

 

BUFO & SPALLANZANI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enviado por at a 04-04-2005 (00:09)
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 Rubem Fonseca #2

"Augusto, o andarilho, cujo nome verdadeiro é Epifânio, mora num sobrado em cima de uma chapelaria feminina, na rua Sete de Setembro, no centro da cidade, e anda nas ruas o dia inteiro e parte da noite. Acredita que ao caminhar pensa melhor, encontra soluções para os problemas; solvitur ambulando, diz para seus botões.

(…)

Agora ele é escritor e andarilho. Assim, quando não está escrevendo - ou ensinando as putas a ler -, ele caminha pelas ruas. Dia e noite, anda nas ruas do Rio de Janeiro."

Rubem Fonseca

Excerto de:

 

A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro, do livro "Romance negro e outras histórias"

 

Enviado por at a 04-04-2005 (00:22)
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 Rubem Fonseca #3

Rubem Fonseca é um dos meus escritores preferidos. Os livros que li fascinaram-me. Não li todos, mas tenho pena. O convite é irresistível. Embora até  .  

Vamos partilhar as nossas leituras.

 

Enviado por at a 04-04-2005 (00:33)
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 sobre os peixes

The favorite disguise of fish is oval stones lying at the bottoms of streams

 

Margaret Atwood

in "Good Bones",Virago Press, 1992 

Fotografia: promesses de printemps

 

 

Enviado por at a 05-04-2005 (00:48)
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 Morreu Saul Bellow

Saul Bellow morreu ontem, aos 89 anos. Ganhou o prémio Nobel da literatura em 1976. É um dos mais talentosos escritores da modernidade com um estilo  muito particular. Uma escrita cativante. Aborda temas universais com  intimismo, melancolia e ironia. Manteve até ao fim uma lucidez impressionante.

 

Li Herzog e Ravelstein. Gostei dos dois. Herzog marcou-me profundamente. Já o li há um bom par de anos. Infelizmente, nessa altura, ainda  não sublinhava. Começa assim :

 

Posso não estar bom da cabeça, mas tudo me parece claro, pensou Moisés Herzog.

Algumas pessoas julgavam-no louco, e durante um certo tempo ele próprio duvidou da sua integridade. mas agora, embora o seu comportamento fosse ainda estranho, sentia-se confiante, alegre, clarividente, e forte. Um feitiço o envolvera, e começara a escrever cartas a toda a gente. Estava tão excitado com estas cartas que desde o fim de Junho andava de um lado para o outro com uma mala cheia de papéis. Levara essa mala para Nova Iorque para Martha’s Vineyard, mas regressou de Vineyard imediatamente; dois dias mais tarde voou para Chicago, e de Chicago dirigiu-se para uma aldeia na zona oriental de Massachusetts. Escondido no campo, escreveu incessante, fanaticamente, para os jornais, aos homens públicos, a amigos e familiares e até aos mortos, aos seus próprios mortos obscuros, e finalmente aos mortos famosos.

 

                                                                                       Saul Bellow, Herzog, Relógio D'Água, 1988

 

 

Ler mais sobre o autor:

 

nobelprize.org / um retrato / bio-bibliografia

 

 

Enviado por at a 06-04-2005 (19:09)
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 Cartilha da Cura

"Não escrevo mais, não milito mais. Estou no meio da cena entre quem adoro e quem me adora."

Ana Cristina César

Versão dramática de Alberto Augusto Miranda, a partir da obra poética e epistolográfica de Ana Cristina César.

Enviado por at a 06-04-2005 (22:39)
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 Ana Cristina César

Acreditei que se amasse de novo

esqueceria outros

pelo menos três ou quatro rostos que amei

Num delírio de arquivística

organizei a memória em alfabetos

como quem conta carneiros e amansa

no entanto flanco aberto não esqueço

e amo em ti os outros rostos

 

Ana Cristina César

imagem encontrada aqui

 

Enviado por at a 07-04-2005 (18:02)
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 Uma proposta para quem for a Nova Iorque

Max Ernst: A Retrospective
de 7 de Abril a 10 de Julho, 2005

No Metropolitan , a maior retrospectiva do artista nos EUA, com quase 200 obras em exposição.


The Garden of France, 1962

Ler e ver mais sobre Max Ernst:

Chronologie / Biography / Max Ernst: Além da Pintura / galeria de imagens Grandes pintores del siglo XX

 

 

Enviado por at a 08-04-2005 (16:10)
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 Sobre as religiões

No dia seguinte, de manhã, fui trabalhar no filme do meu irmão José. Enquanto remontava o filme, pensava até que ponto eu estaria fortalecendo o poder e favorecendo a ambição dos evangelistas. Para mim, todos os evangelistas eram espertalhões oportunistas, como o meu irmão, falsos como os sacerdotes de todas as religiões existentes. A religião era um grande negócio dirigido por estelionatários. O homem moderno não precisava de Deus, precisava de uma ética, de amor, de tolerância… Que merda, eu estava inventando uma religião nova, inventando a roda. Fodam-se.

 

 

Rubem Fonseca

 

em Vastas emoções e pensamentos imperfeitos,

Publicações Dom Quixote, 2ª edição, 1999

(pag. 38)

Enviado por at a 09-04-2005 (14:44)
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 em destaque

Menstruário

 

Enviado por at a 09-04-2005 (23:24)
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 Anos 60 e 70: Ana Hatherly

 

 

Exposição de desenho e pintura sobre papel, “Anos 60 e 70: Ana Hatherly”, mostra de trabalhos inéditos, em pequeno formato, – muitos são feitos em bilhetes postais dos correios ingleses –, revelando uma faceta desconhecida da extensa obra visual de Ana Hatherly. Realizados, na sua grande maioria, entre a segunda metade da década de 60 e os primeiros anos da década de 70, são anteriores à adopção do ‘preto e branco’ como regra criativa, constituindo igualmente um sofisticado eco da eclética cultura visual britânica pós-pop. Estes desenhos e pinturas sobre papel não foram feitos para serem expostos e apenas alguns deles se encontram reproduzidos em livros e catálogos.

 

 

Até 20 de Junho em Lisboa

 

no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

 

Enviado por at a 10-04-2005 (23:25)
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 Ana Hatherly

Mais - Menos

 

Quero dizer mais
e digo: mais

Mas cada vez
digo menos
o mais que sei
e sinto

 

 

Ana Hatherly

 

poema encontrado aqui

Enviado por at a 10-04-2005 (23:41)
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 água

 

 

 

Maria Gracia Subercaseaux

fotografias encontradas aqui

Enviado por at a 11-04-2005 (19:32)
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