A exposição de Frida Kahlo (1907-1954), recentemente apresentada na Tate Modern, em Londres, está agora na Fundación Caixa Galicia de Santiago de Compostela e pode ser visitada até 20-01-06.
“Triste tableau…”. Autor desconhecido. Museu da Cidade, Lisboa
O malheureux mortels ! ô terre déplorable ! O de tous les mortels assemblage effroyable ! D'inutiles douleurs éternel entretien ! Philosophes trompés qui criez : " Tout est bien " ; Accourez, contemplez ces ruines affreuses, Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses. Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés, Sous ces marbres rompus ces membres dispersés : Cent mille infortunés que la terre dévore, Qui, sanglants, déchirés, et palpitants encore, Enterrés sous leurs toits, terminent sans secours Dans l'horreur des tourments leurs lamentables jours !
If hands could free you, heart, Where would you fly? Far, beyond every part Of earth this running sky Makes desolate? Would you cross City and hill and sea, If hands could set you free?
I would not lift the latch; For I could run Through fields, pit-valleys, catch All beauty under the sun-- Still end in loss: I should find no bent arm, no bed To rest my head.
(post modificado no dia seguinte, depois de se constatar que a versão com rima era intragável, como se pode ler dois posts abaixo.)
Enviado por at a 02-11-2005 (00:21) Sombreados (
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um livro fantástico!
"Quando comecei a escrever o livro Ver: Amor, senti que queria responder a duas perguntas e creio que vieram de Bruno Schulz. Primeira: o que me podia ajudar a mim, David, a manter a minha humanidade, a minha individualidade, num lugar que oblitera a individualidade? E segunda: qual é o processo que leva uma pessoa a tornar-se colaboradora do mal? Acho que qualquer pessoa devia colocar-se estas perguntas, mesmo que não seja judeu e tenha nascido muito depois do Holocausto."
"Todos sabemos que o tempo, esse elemento indisciplinado, se mantém precariamente dentro dos seus limites graças a uma azáfama incessante, a um cuidado meticuloso, a uma contínua regulação e correcção dos seus excessos. Libertado desta vigilância, começa de imediato a fazer truques, a correr selvagem, a praticar brincadeiras irresponsáveis e a entregar-se a desgarradas loucas. A incongruência dos nossos tempos privados torna-se evidente."
Apreender ou absolutamente nada apreender ou apreender com louca intensidade
Por falta do principal apreender desordenadamente, exageradamente,
Atordoar-me
Tornar-me insecto para melhor apreender patas em gancho para melhor apreender insecto, aracnídeo, miriápode, ácaro se for preciso, para melhor apreender.
a antologia do esquecimento, relembrou Ulla Hahn. gosto muito da poesia dela. resolvi sobrevoar este refúgio onde guardei alguns poemas (não tarda nada já faz um ano). encontrei. na biografia, apenas uma referência - os universos desaparecidos - ou seja: nada. nos poemas- triste surpresa- apenas os dois primeiros versos da primeira estrofe dum único poema. senti-me como se fosse um destes músicos…
Há por aí uma espécie de gente morta-viva, vulgar, que pouca consciência tem do viver excepto quando exerce alguma actividade convencional. Levem esses sujeitos para o campo, ou metam-nos num barco, e vereis como anseiam pela secretária ou pelo gabinete. Não manifestam curiosidade; não se deixam impressionar por aquilo que o acaso lhes coloca no caminho; não têm prazer em exercer gratuitamente as suas faculdades; e, a menos que a Necessidade os empurre à paulada, não mexem um dedo. Não serve de nada falar a indivíduos desta espécie; são incapazes de manter-se ociosos, a sua natureza não é suficientemente generosa; e passam em estado comatoso as horas que não dedicam à tarefa furiosa de enriquecer.