
«A morte nunca morre. O tempo encarrega-se da reanimação consecutiva. O amor morre com frequência: umas vezes à nascença, outras devido à seca extrema, com frequência levado na tempestade. A morte esconde-se em fotografias, nas janelas entaipadas, no nariz tantas vezes. Como não vive, não envelhece. Está sempre disponível, é forte, concreta e fiável. Fingimos que o amor nunca morre porque somos dados ao espiritismo.»
Filipe Nunes Vicente
Amor e Ódio, Quetzal, 2008
excerto lido por Eduardo Pitta
foto: Gregory Crewdson
Enviado por at a 14-12-2008 (22:43)