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Sombreados  
 Ária

 

Para onde quer que nos voltemos na tempestade de rosas,

a noite ilumina-se de espinhos, e o trovão

da folhagem, antes tão leve nos arbustos,

segue-nos agora de perto.


Onde quer que se apague o incêndio das rosas,

a chuva inunda-nos o rio. Oh, noite tão distante!

Mas uma folha que nos encontrou é levada pelas ondas

e segue-nos até à foz.

 

 

Ingeborg Bachmann

 

 O Tempo Aprazado, Assírio & Alvim, 1992

Enviado por at a 10-10-2007 (15:35)

Sombreados ( 2 )
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